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Escrito por Redação Crescer - 13/02/2008 |
O poeta que não esquecemos Adoro quando os livros infantis nos trazem oportunidades de rever o que sabemos, pensamos, sentimos, memorizamos! O Almirante Louco, da Editora SM, lançado ano passado, é assim.
 Organizado pelo poeta e crítico literário Carlos Felipe Moisés e com belíssimas (belíssimas mesmo!!) ilustrações de Odilon Moraes, o livro é uma apresentação às crianças da poesia de Fernando Pessoa. Eu gostei muito mesmo foi do formato e edição. Parte da coleção Comboio de Corda (que já abordou Federico Garcia Lorca, entre outros), a publicação é dividida entre Fernando Pessoa, seus poemas, e os heterônimos mais famosos (Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos), e os poemas de cada um. Uma forma didática, mas com o cuidado da edição de texto e arte, a poesia do português salta aos olhos, à palavra e ao sentimento.
 Sem dúvida, uma excelente maneira de envolver a criança no universo da poesia e de Fernando Pessoa. E, claro, ótima chance para (re) entendermos ou sentirmos porque ele ainda nos encanta tanto.
(Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 16/02/2008 |
Eu amo biblioteca!
 Estava conversando com o Renato, editor de arte da Crescer – um fanático por boa leitura! – e ficamos aqui lembrando nossos tempos de infância e adolescência na biblioteca. Nos inspiramos em uma matéria da revista inglesa Junior, que incentiva os leitores a freqüentar a biblioteca do bairro. Às vezes penso que este não é um costume de vida urbana de hoje. E, nos locais mais afastados, temos ainda muita falta de acesso a livros (salvo iniciativas muito bacanas como as do Instituto Ecofuturo, que já falei aqui). Se eu perguntar a você, quando foi a última vez que retirou um livro da biblioteca, você pode me dizer? Já levou seu filho a alguma bem bacana, nem que fosse somente para ela olhar? Pensem nisso. Minhas idas à bibliotecas quando crianças são ótimas lembranças. A escritora Ruth Rocha me disse certa vez sobre seus primeiros encontros com uma biblioteca. Ela já vinha de uma infância marcada pelo Monteiro Lobato, e encontrou outros autores. “Minha irmã estava no primeiro colegial e eu na sétima série e ela ia a uma biblioteca circulante – ela já estudava literatura, estudava clássicos e eu ia também. Quando eu entrei pela primeira vez, fiquei completamente louca: olhei tudo aquilo e pensei: ‘gente, eu tenho que ler todos!’, eu não sabia que existia tantos livros.”
(Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 18/02/2008 |
Troca-se livros
 Se tem um costume maravilhoso que já podemos ensinar para a criança desde cedo é a troca de livros. Sim, temos aquele apego, né? Confesso que, para mim, emprestar livros é um ato que tem que ser bem pensado. Mas, ao mesmo tempo, eu tenho uma ânsia doida de mostrar para todos uma leitura que me deu prazer! Aqui, constantemente pego um livro que adoro e ando pela redação mostrando – e às vezes lendo – para todo o mundo! Compartilhar é uma das contradições mais bacanas do ato de ler. Apesar de ser algo individual, querer mostrar para o outro o que leu, trocar opiniões, ler em voz alta, comparar, é uma conseqüência muito comum. Assim, você pode já estimular isso na criança, sugerindo que ela troque com os amigos, da escola, do prédios, os primos, etc. Ou participar de ações com a do Sesc Santana, região norte de São Paulo, que acontece dia 23. O projeto Troca de Livros acontece às 17h e a idéia é que pessoas de diferentes etapas façam parte. Além desta espécie de “reciclagem de leitura”, o Sesc promoverá contação de histórias. Projeto de Troca de Livros Dia 23 de fevereiro, sábado, às 17h No Sesc Santana: Avenida Luiz Dumont Vilares, 579 - São Paulo – SP Informações: (11) 2971-8700, www.sescsp.org.br
(Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 18/02/2008 |
Salvem as bibliotecas! Há alguns dias postei aqui sobre minhas lembranças de tempos de biblioteca na infância e adolescência. E não é que acontece algo incrível, mas trágico? Recebo aqui – encaminhado pela escritora Silvana Tavano – um email do professor da ECA/USP Edmir Perrotti lamentando decreto do prefeito Gilberto Kassab, de São Paulo, em que anuncia mudanças em bibliotecas municipais, entre elas mudanças de acervo e funções. E o incrível citado acima é que, entre as bibliotecas citadas está justamente a que eu freqüentava: a Chácara do Castelo, na Vila Mariana. Sim, o mesmo bairro Vila Mariana que concentra a maior quantidade de escolas particulares do bairro e que, há alguns meses, inaugurou sua primeira livraria especializada em literatura infanto-juvenil, a excelente Novesete (rua França Pinto, 97). Ou seja, aquela minha lamentação de que freqüentar bibliotecas públicas poderia, sim, ser um hábito como é na Europa ou Estados Unidos, talvez fique um sonho cada vez mais distante. “É preciso tomar conhecimento, manifestar-se e, se puderem, divulgar protestos. Alegação para a extinção? Falta de público!!! Ora, abandonam, não cuidam e, depois, são os habitantes da cidade os culpados pela perda?”, diz o professor. Ficamos sem saída, parecendo apenas fazer parte de um círculo vicioso de falta de leitura-falta de oportunidade de ler. Podemos fazer algo? Ou alguém aí tem uma boa história para me contar??
Achei esta foto um um site britânico. Não é isso que queremos ver aqui também???

(Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 22/02/2008 |
Tarde de histórias Giba Pedroza é um contador de histórias bem especial. Posso dizer que é um amigo da CRESCER. Mas ele é especial pelo seu talento, repertório, sensibilidade. E não é somente com as crianças. Eu adoro conversar com ele, sempre parecendo me envolver em uma grande história, mesmo que o papo seja simples.
 (e olha ele aqui lendo Exercícios de Ser Criança, de Manoel de Barros, no site Mundo Livro) Amanhã, ele vai se apresentar na Livraria da Vila Lorena, a partir das 16h, como show de lançamento do CD Conto de Todos os Cantos. Ao lado da instrumentista e pesquisadora de música, Renata Mattar, ele apresenta contos e canções de várias partes do mundo, como o Par de Sapatos, que pode ser lido no livro Contos da Rua Brocá (Ed. Martins Fontes). CD Conto de Todos os Cantos Livraria de Vila Lorena Alameda Lorena, 1731, Jardins, São Paulo Informações: www.livrariadavila.com.br ou (11) 3062 1063
(Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 23/02/2008 |
Inspiração para o sábado
 “O grande teste do livro infantil é interessar adultos”. A frase é de um dos maiores amantes de livro no Brasil: o bibliófilo José Mindlin, de 93 anos, dono de uma lendária biblioteca de milhares de livros e que hoje lança na Livraria da Vila o seu primeiro livro para o público infantil. A frase está na matéria que o Caderno 2, do jornal O Estado de S. Paulo, fez com o autor sobre o livro Reinações de José Mindlin por Ele Mesmo (Ed. Ática). (ele vai estar hoje, a partir das 11h, na Livraria da Vila da alameda Lorena, em São Paulo, sim, a mesma do post abaixo!) E, se ele disse, está mais do que dito: não há como discutir com ele o prazer por ler. É por este critério que também escolho os livros infantis que cito em CRESCER. Se me agrada, a criança também pode gostar. É claro que vamos incluir aí gosto e outras preferências. Mas, parafraseando Ruth Rocha: “se você achar o livro bobinho, talvez ele seja bobinho mesmo, e não para a criança!”. Criança tem um critério maravilhoso e certeiro. Leve-a à livraria e observe. Veja qual livro salta aos seus olhos, qual ela tem vontade de pegar, alisar, abrir, folhear. Perceba. Ah, e vá sem pressa, ok?
(Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 25/02/2008 |
A menina que tanto lia
Sábado aconteceu comigo algo muito especial. O plano inicial era acompanhar o lançamento do primeiro livro infantil do bibliófilo José Mindlin, a grande inspiração brasileira de amor à leitura.
 Mas cheguei atrasada e a Livraria da Vila Lorena estava tão lotada que mal consegui ver o simpático senhor de 93 anos. Vi rapidamente e me deliciei primeiramente com o seu olhar terno para todos e a recíproca, completamente verdadeira. O espaço para o literatura infantil da Livraria da Vila Lorena é a mim muito convidativo. E lá fiquei um tempo até que a poesia em volta me conduziu a um duas garotas, irmãs, muito à vontade diante de toda aquela leitura. Eram Paula, de 10 anos, e Gabi, de 4, filhas da pediatra Nadya Farias. As duas já são apaixonadas por ler. Não passam uma única semana sem ir a uma livraria. Paula é uma inspiração para a irmã mais nova: acredita ter lido mais de 200 livros. Sim, por ela, os infantis possíveis, Harry Potter completo, mas aí vêm também: Senhor dos Anéis, A Bússola de Ouro (a trilogia, claro), Crônicas de Nárnia, e até um Dom Casmurro. Adora Pedro Bandeira.
 Os preferidos de Paula são os que tem algo como portais, que transportam personagens de um mundo ao outro. A fantasia é a maior atração para a Paula. Quando começou a ler Diário de Anne Frank, não conseguiu ir adiante. “Não consegui. O livro não tinha sonho”, justificou para a mãe. O interesse dela é de sua natureza, claro. Mas os pais investem nele. Sim, Paula estuda, faz ginástica olímpica, inglês e brinca muito. Também adora cinema. Mas os livros deixam-na concentrada por horas e horas. Fiquei muito feliz em conhecê-la. Em ver no olhar dela, um acúmulo de conhecimento que não faz dela uma menina diferente, à parte do mundo. Ela me olhava firme nos olhos, querendo despertar em mim o que provocou sua alegria de ler cada um dos livros que citava sem parar. Arrisco aqui a previsão de que ela será não apenas uma leitora: mas uma entusiasta da leitura. Ela não lê para guardar para si: quer compartilhar ao mundo, quer contaminar a todos este prazer.
 Gabi, fofa de tudo, já tem alguém a eleger quando perguntada "livro de quem você mais gosta?": "RUTH ROCHA!!", responde ela com gosto (tenho cá comigo que as crianças adoram pronunciar o nome desta autora, por sua sonoridade inclusive... )
(Cristiane Rogerio) |
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