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Escrito por Redação Crescer - 10/02/2008 |
Ler sem saber ler
 O que é saber ler? A criança sempre deixa a gente sem esta resposta. Delícia, coisa que criança faz bem: derrubar conceitos. Inspirei este post em um amigo meu, Tomás, de 4 anos. Ele é filho de dois grandes amigos, o Luis Fernando e Bia, que já passaram ao pequeno o prazer pelos livros. Como o pequeno sabe de minha ligação com livros infantis, no meio de um papo “dos adultos”, ele só disse meu nome, veio a mim e me entregou o livro Chapeuzinho Amarelo e emendou um “lê pra mim?” que eu me derreti toda. Mas o mais gostoso ainda estava por vir: eu fui lendo o texto de Chico Buarque e ilustrado por Ziraldo, e Tomás ia me acompanhando como um coro, maravilhoso, antecipando os finais de frase. Ia ali, lendo ainda sem saber ler como os alfabetizados, mas completamente dono da situação, entregue.
Há recompensa maior que esta?
(Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 07/02/2008 |
Entre a literatura e a dúvida de mãe Recomendo, recomendo, recomendo muito a coluna de nossa querida Denise Fraga desta edição de fevereiro da CRESCER que está nas bancas. Ela aborda um ponto da literatura e sobre sua importância, influência e oportunidade para a vida que nunca, mas nunca é demais falar. No artigo “Lágrimas com pontos e vírgulas” ela divide com a gente a dúvida que sentiu de apoiar o filho – e a escola – quando entrou para a lista de leitura o livro Peter Pan e Wendy, o clássico de James Barrie. “Coitadinho, é muito difícil!”, foi o que ela pensou a princípio, reconhecendo as características da leitura como sensível, metafórico, psicológico... Mas, com o tempo, ela foi mudando de idéia e... ah, não vou estragar a surpresa!

O bacana é que por meio desta história, Denise esbarra numa questão que nunca termina na literatura infantil e sempre em que vivemos um momento de possibilidade de filtrar algo aos filhos, às crianças. Será que ele vai entender? Será que ele vai agüentar?
Inspirada em Peter Pan, Denise pergunta-se “Quando exatamente perdemos a capacidade de voar? Quando nossos filhos nos devolvem as fadas?”
Para mim, esta resposta está na vida, no dia-a-dia. Educação é experimentar. Será?
(Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 01/02/2008 |
Obras de arte para crianças Não, não estou falando de livros que falam de arte para crianças (o que, aliás, há várias edições muitos boas pelas livrarias). Mas volto a felicitar como vivemos épocas felizes hoje em dia para os pequenos. Os livros infantis são a própria história da arte. As ilustrações não apenas estão ganhando seu merecido destaque, mas os ilustradores estão tendo um papel fundamental na contação das histórias e, de quebra, oferecendo aos leitores uma chance de ampliar o olhar nas artes. É o caso do chileno que vive em São Paulo, Gonzalo Cárcamo. O mais recente aqui é Thapa Kunturi - Ninho do Condor, da Companhia das Letras.
 O ilustrador e caricaturista – que também colabora para jornais e revistas e já trabalhou como cenarista de desenhos animados – mergulha bem em literatura infanto-juvenil com requinte em arte e texto. Neste, a história ambienta-se na época pré-colombiana, no coração da Cordilheira dos Andes.
 Texto que vai atrair mais os maiores, as ilustrações podem surpreender a criança com diferentes tonalidades de cor e intensidade de traços. Um anterior que também gosto muito é Modelo Vivo Natureza Morta.
 Só de imagens, ele trabalha com a idéia do ponto de vista, da perspectiva, de um jeito delicado e amplo.
 São muitos os exemplos na literatura infanto-juvenil. Mas precisamos muitas vezes exercitar este olhar para inspirar isto nas crianças. Elas amam desafios.
(Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 28/01/2008 |
Poesia na praça Coloquei aqui uns posts atrás um trecho de Memória da Emília e alguém deixou um comentário lembrando que este é um dos citados na Praça da Poesia, no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.
Muito bem lembrado!!!
Já que falamos aqui de poesia, o Museu e este momento oferecido na praça, na homenagem aos poetas que se faz lá é um encontro inesquecível com a palavra. Confesso que, todas as vezes que sentei lá chorei ao ouvir os trechos de tantos poetas em língua portuguesa.
Que orgulho!
E, ao contrário do que se possa imaginar no lugar comum criança-quer-coisa-agitada-não-liga-pra-essas-coisas, todas as vezes que lá estive vi crianças - e adolescentes - completamente envolvidas com aquela poesia toda em volta deles.
Temos é que criar oportunidades!
(Cristiane Rogerio) |
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