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Escrito por Redação Crescer - 12/12/2007 |
Sobre autógrafos e nossas histórias
A Daniela Tófoli, editora-assistente de Saúde e Gravidez da Crescer, adora livros, como todos nós aqui! E eu adoro postar histórias de outras pessoas, porque são elas que nos fazem cavucar nossas memórias e mergulhar em lembranças deliciosas. Vejam esta a seguir. Valeu, Dani!
(Cristiane Rogerio) Cheguei aqui na Crescer há pouco mais de um mês e, para minha sorte, sento bem em frente a Cris, editora-assistente de educação e cultura. Passo o dia vendo ela se deliciar com os livros maravilhosos que são lançados para as crianças e é impossível não me lembrar de quanto eu adorava ganhar um deles quando era pequena. Era sempre uma emoção porque eu sabia que ia poder participar de uma nova aventura, conhecer lugares distantes e personagens fantásticos. Mas emoção mesmo foi quando meu pai me levou pela primeira vez na Bienal do Livro. Ela ainda acontecia no Ibirapuera e não havia tantos estandes para crianças como hoje.
 Eu tinha 11 anos e, de mãos dadas com ele, fiquei fascinada por aquele universo de livros e mais livros. Eles eram das mais variadas cores e tamanhos e, claro, eu queria todos, ainda que não fossem para a minha idade. Meu pai me deu dois: "Olhai os lírios do campo", do Érico Veríssimo, e "Pé de Guerra", da Sonia Robatto. Para minha sorte, Sonia estava autografando os livros! Entrei na fila. Era o meu primeiro livro com autógrafo.

Fui para casa toda feliz, louca para começar a ler a história que tinha uma assinatura com meu nome. Li as seis primeiras páginas e, quando vi, o livro estava montado errado... Faltavam páginas e outras estavam de ponta cabeça. Não dava para entender nada!!! Foi uma decepção. Meu pai ligou para a editora e combinou de trocá-lo, mas ele tinha que ter o autógrafo! Como a autora morava na Bahia, precisei esperar quase dez dias, que nunca passavam. Tive de controlar minha ansiedade de criança, mas valeu a pena. Ler meu primeiro livro autografado foi uma experiência inesquecível!!!
(Daniela Tófoli) |
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Escrito por Redação Crescer - 04/12/2007 |
Encontro com escritores! Eu já falei aqui uma porção de vezes sobre o prazer de encontrar o escritor preferido, poder conversar, dar um abraço, quem sabe?
 Imagine isso para as crianças? Pois a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil e o Instituto C&A promovem na Fundação Biblioteca Nacional, no Rio, de hoje a 7 de dezembro o evento Natal com Leituras na Biblioteca nacional. Será um encontro com escritores e ilustradores, leituras de textos, e exposição de ilustrações.
Entre outros, estarão Fernando Vilela (Lampião & Lancelote, este da imagem ao lado, superpremiado), Bia Hetzel (Toda Criança Gosta...), Rogério Andrade Barbosa (Os Gêmeos do Tambor), Graça Lima (Vizinho Vizinha), Ivan Zigg (O Elefante Caiu), Roger Mello (Nau Catarineta). E toda criança e jovem vai ganhar, na saída, um livro de literatura! Que encontro! Pena que estou em São Paulo!! Natal com Leituras na Biblioteca Nacional Quando: de 4 a 7 de dezembro, das 10h às 17h Onde: Fundação Biblioteca Nacional Rua México, s/nº (acesso pelo jardim) Centro – Rio de Janeiro/RJ
(Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 28/11/2007 |
Um mundo de Alices e Narizinhos
Existem algumas oportunidades que tenho por causa do trabalho que faço de tudo para aproveitá-las. Para falar sobre Lewis Carroll em uma nota, fui reler Alice no País das Maravilhas. A edição da Companhia Editora Nacional começa muito bacana, porque era a edição em que a tradução foi feita por ninguém mais que Monteiro Lobato. Ele tem um texto fabuloso como prefácio, justificando-se por qualquer julgamento do pequeno leitor: “traduzir é muito difícil. E continua: “O tradutor fez o que pôde, mas pede que os pequenos leitores não julguem o original pelo arremedo”. Depois, não perde a chance de fazer sua especialidade: unir fantasia à realidade. “As crianças brasileiras vão ler a história de Alice por artes de Narizinho. Tanto insistiu esta menina em vê-la em português (Narizinho ainda não sabe inglês), que não houve remédio, apesar de ser, como dissemos, obra intraduzível”.
Antes ainda, a nossa maior especialista em literatura infantil, a professora Nelly Novaes Coelho, faz uma linda explicação de como Alice é uma espécie de “avó” de Narizinho. Ela diz que em 1920, quando ele resolveu criar uma literatura para crianças, “Lobato encontrou na queda do poço, sofrida por Alice, o elo mágico que lhe permitiu ligar o mundo real (o Sítio da Vó Benta) ao mundo maravilhoso (o Reino das Águas Claras). Tal como Alice, ao perseguir o Coelho Falante, cai no poço e chega ao País das Maravilhas, Narizinho, ao seguir o Peixe Falante, entra no ribeirão e chega no Reino das Águas Claras. Mas em lugar do universo sem sentido ameaçador de Carroll, o mundo lobatiano fundiu a realidade do cotidiano com a magia dos contos de fadas... Tudo vira uma grande e feliz aventura. Em essência, ambos os mundos se completam: o de Carroll e o de Lobato”. Bem, reler esta aventura fascinante, em que ao mesmo tempo nada e tudo faz sentido, é dar sabor à imaginação. Imaginação que criança não pára de alimentar, e que a gente não deve parar de estimular. Nunca.
(Cristiane Rogerio) |
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