Escrito por Redação Crescer - 26/11/2007
De criança pra criança
Existe uma coisa no ato de ler livros que joga para longe a idéia de que é um ato solitário. É a oportunidade de sentar e conversar sobre ele. A chance e a disponibilidade de trocá-los. Além deste blog - que toda a sexta-feira tem uma resenha feita por crianças - há outros sites que também promovem este tipo de interação entre elas. No da editora CosacNaify há a seção Ratos de Leitura. E tive acesso ao site da Secretaria do Estado da Cultura de São Paulo chamado Leia Livro que, em meio a várias iniciativas de incentivo à leitura, há uma seção de resenhas e uma parte dedicada à literatura infantil, feita por crianças. E tem muitos itens. É claro que, pensando em promoção de leitura, o grande investimento que um governo pode fazer é facilitar o acesso a livros, equipando bibliotecas, por exemplo. Tenho magníficas lembranças da biblioteca municipal Chácara do Castelo. Adorava freqüentá-la e saber que ela me oferecia muito além dos livros para ajudar nas pesquisas de escola. Eu viajava nos livros, uma delícia. E encontrava os amigos, sabia o que estavam lendo. Com uma amiga em específico, nas férias nós íamos à biblioteca durante o dia e, a noite, "encenávamos o livro" para a minha mãe. Cheio de nossas adaptações, claro. Mas hoje vejo que era uma forma do livro continuar na gente depois.Talvez eu gostasse mesmo da paz que ali encontrava. Afinal, como definiu uma menina em uma matéria recente da Folha de S. Paulo: "biblioteca é um lugar cheio de silêncio". E, como diz o poeta Bartolomeu Campos de Queirós, é só no contato com o silêncio que podemos ouvir a nós mesmos e criar. (Cristiane Rogerio)
ComentáriosComentários() | Link da nota
Escrito por Redação Crescer - 24/11/2007
Pode se sentar: lá vem história

Aqui em São Paulo há muita oportunidade para assistir a uma boa contação de histórias. Livrarias, bibliotecas, escolas e outros tantos lugares promovem esta interação tão importante para manter a relação da criança com o livro e dar muitas, mas muitas asas à sua imaginação.
Por mais que este seja um ato que qualquer pessoa – e uma delícia para criança quando feita pelo pais – há profissionais que treinam para isso e que devem ser valorizados pela história – e histórias – que acumulam.
Hoje haverá uma oportunidade na Livraria Cortez com a arte e educadora Mirela Estelles, inspirada em seu livro Mãos de vento e olhos de dentro.
E pode não ter idade. Já contei aqui sobre a iniciativa da Casa de Livros. Na semana que vem, o Centro de Cultura Judaica vai promover o 5º Ciclo Multicultural, com chás literários comandados por Ilan Brenman, Élida Marques e integrantes do projeto “Ler é uma viagem”.
Procurem por eles, vai valer a pena.

(Cristiane Rogerio)

LIVRARIA CORTEZ — Novembro para a criançada
Dia: 24 de novembro (sábado)
Horário: 11 horas
Rua: Bartira, 317 - Perdizes
Fone: (11) 3873-7111
www.livrariacortez.com.br
Centro da Cultura Judaica – 5º Ciclo Multicultural
Rua Oscar freire, 2500, ao lado da estação Sumaré do Metrô em São Paulo. Tel. (11) 3065.4333. Programação completa no site www.ciclomulticultural.org.br
(Cristiane Rogerio)
ComentáriosComentários() | Link da nota
Escrito por Redação Crescer - 22/11/2007
Ser autor
Sabe aquele papo aí do post abaixo do livro virtual e da possibilidade de uma obra nunca acabar ou ser “mexida” por muitos?
Já acontece isso de alguma forma no site Brincando na Rede. Entre tantos pontos atrativos que ele oferece às crianças – adivinhas, dicionário, possibilidades de desenhar e mais tantos –tem o de poder escrever uma história. E, o mais legal: uma história que pode ter sido iniciada por um autor muito bacana, como Tatiana Belinky! E a história feita a muitas mãos pode se tornar um livro e – além da boa leitura – uma lembrança incrível.
Você pode folhear os contos escritos virtualmente.

Aproveite.

(Cristiane Rogerio)
ComentáriosComentários() | Link da nota
Escrito por Redação Crescer - 20/11/2007
Uma nova forma de ler?

A Jeanne Callegari, editora-assistente de comportamento e tendências da Crescer, é escritora e tem um envolvimento especial com livros, daquele que a gente tem a vida toda. Há meses ela vem me falando do aparelho de leitura virtual, da possibilidade de carregar vários livros em um aparelho... mas confesso que eu ainda me sinto confusa sobre o assunto. Mas o olhar dela para o assunto, vale a pena.
Tem a coisa estranha de não tocar o livro ao folhear ou não dar aquela passada de mão na capa, deslizando. Mas, como ela me disse, tem a possibilidade de a criança não ter de levar tanta coisa para a escola. “E, em uma viagem, daria para levar toda a coleção do Monteiro Lobato de uma só vez. Sem peso, sem estresse, muitas opções”, me disse Jeanne.
Gostoso mudar de idéia, não?

(Cristiane Rogerio)
Saiu na Newsweek dessa semana: a livraria virtual Amazon lançou o Kindle, um e-reader, ou seja, um aparelho para ler livros de forma digital, como um I-pod, só que para textos. Você carrega os livros que quiser ali e lê em qualquer lugar. A notícia espantou até mesmo quem já esperava que algo do tipo surgisse a qualquer momento.
Outros aparelhos de leitura de texto já tinham surgido antes, mas o Kindle é diferente. Ele reúne algumas das características de e-readers anteriores, como o tamanho, parecido com o de um livro; a tela, feita com uma tecnologia especial em que as letras não refletem, ou seja, é bem parecido com as páginas foscas de um livro de verdade; a leveza e a portabilidade, além da possibilidade de aumentar o tamanho das letras. Mas o Kindle traz mais: conexão com a internet o tempo todo, ou seja, um livro pode ser atualizado a cada minuto. Os autores podem corrigir erratas instantaneamente. Os leitores podem pesquisar outros livros sobre o assunto, ver o que há de parecido, checar reportagens sobre o tema. Dá pra clicar em uma palavra e abrir a Wikipedia ou um dicionário, por exemplo. E o dispositivo permite baixar jornais e revistas. Assim que a edição vai para a gráfica, ela carrega instantaneamente no aparelho. Mais rápido que ir para a internet ver as notícias...
O aparelho, é claro, não é perfeito. Custa, por enquanto, $400, o que é bem carinho. Os livros virtuais são vendidos na Amazon por $9,95, o que não é tão pouco assim, e não dá para carregar livros virtuais de outras marcas. Além disso, o Kindle não é maleável, como devem ser novos dispositivos do tipo no futuro. Mas ele é um passo enorme em relação ao que se tinha, e pode acelerar a mudança na maneira como as pessoas lêem. Eu acredito que isso pode levar as pessoas a lerem mais, a se empolgarem novamente com a literatura. E é emocionante pensar na maneira como isso vai afetar os autores: será que a maneira de escrever vai mudar, com as possibilidades de alterar o texto o tempo todo? Será que os livros serão escritos coletivamente, em público? As pessoas se sentirão incentivadas a interferir em obras clássicas e criar novas versões (de uma forma parecida com a que fãs de Harry Potter criam histórias alternativas do bruxinho e distribuem na rede)?
Para o livro infantil, as possibilidades são também grandes. Existe um obstáculo para a migração total para o meio digital, que é o fato de o livro infantil não ser só texto, mas o perfeito casamento entre texto e imagem, as belíssimas ilustrações criadas por artistas. Isso será mais difícil, se não impossível (isso vale também para obras adultas, que, acredito eu, só serão vendidas em papel à medida que conseguirem se constituir como fetiches, como objetos de desejo palpáveis). Tem a coisa do livro-objeto, de a criança morder, rabiscar, olhar que não dá pra trocar, ao menos na maneira como os e-readers são concebidos hoje. Por outro lado, com a evolução da tecnologia, podem surgir aparelhos especiais para literatura infantil, com telas maiores e coloridas, com material seguro de a criança brincar e deixar cair. E existe a maravilhosa possibilidade das histórias-sem-fim: como os livros nunca se fecham, podendo ser atualizados não só para corrigir erros, mas para colocar novos finais e estender a história, os autores podem continuar a escrever infinitamente. A cada semana, uma nova aventura da bruxa Creuza (a personagem de Silvana Tavano) pode entrar automaticamente no seu aparelho. Podem ser criadas novelinhas, como novos capítulos toda semana. E o Kindle vem com uma caneta especial em que você pode “anotar” nas margens dos livros e gravar, ou seja, a criança pode interferir na obra, escrever, desenhar.

Por que amamos os livros? Os livros de papel, com cheiro de tinta e tudo? Porque eles nos fazem lembrar das maravilhosas sensações que ler proporciona, dos milhares de mundo que visitamos. À medida que essa mesma relação se criar com o aparelho digital, será possível também lembrar com carinho de um reader como o Kindle, porque, afinal, amamos as palavras, as idéias. O papel é amado por extensão, por ser o meio em que acessamos esses mundos maravilhosos. Como, talvez, sejam os e-readers no futuro. E qualquer coisa que nos faça amar mais ainda essas idéias e mundos, para mim, é bem-vinda.

(Jeanne Callegari)



ComentáriosComentários() | Link da nota
Escrito por Redação Crescer - 16/11/2007
Palavra de Criança
A Promoção Contos do Quintal está a toda e desta vez é uma pequena bebê – Alice, de 1 ano e 2 meses - que indica o livro preferido. A mãe dela, Aline Zanardo, conta que este era seu livro preferido, quanto aprender a ler, aos 5 anos de idade. Esta é uma das coisas mais gostosas que a literatura infantil pode proporcionar com os filhos: memória afetiva, compartilhar lembranças.
Participe também da promoção e ganhe um livro Contos do Quintal (15 contos infantis publicados na seção Quintal da revista Crescer) escrevendo uma resenha de um livro infantil que seu filho adora, do ponto de vista dele.

(Cristiane Rogerio)


O livro escolhido é Chapeuzinho Amarelo, de Chico Buarque e ilustrado por Ziraldo (aliás, eles acabam de lança outro: Os Saltimbancos do Chico!!).
“Era uma vez uma Chapeuzinho diferente. Vivia amarelada de medo pelos cantos da casa e nunca comia. Escadas ela não subia e nem descia. Morria de medo de sua própria sombra. Ela vivia parada , deitada , mas sem dormir ! Tinha medo dos pesadelos. Essa era a Chapeuzinho Amarelo!”

(Alice, 1 ano e 2 meses e sua mãe, Aline Zanardo)

ComentáriosComentários() | Link da nota
Escrito por Redação Crescer - 14/11/2007
Encontros com livros, leitores, escritores...

Eu já disse aqui sobre como é gostoso estar perto dos escritores, ilustradores, esse povo da literatura infantil que a gente adora! E já disse para aproveitar as chances possíveis de estar com eles.
Também não é para se perder feiras de livros, porque sempre acontecem promoções e, sim, estar no ambiente literário é o melhor incentivo à leitura que uma criança pode sentir.
Amanhã começa em São Paulo, no Memorial da América Latina, o Salãozinho. Ele acontece dentro do I Salão do Jornalista Escritor, promovido pela Associação Brasileira de Imprensa, que terá espaço exclusivo para literatura infanto-juvenil. O espaço reunirá conhecidos autores de livros infanto-juvenis, em bate-papos e sessões de autógrafos, atividades recreativas como contação de histórias, representações teatrais e oficinas. Imperdível e com entrada franca!
Aqui vai a programação, que tem apresentações de Valdeck de Garanhuns, um bate-papo com Juca Kfouri, que estará lançando o livro “O passe e o gol”, e do grupo teatral Scripti, além de uma programação especial desenvolvida para crianças pela Fundação Volkswagen (que tem um grande trabalho de incentivo à leitura).
O programa completo do evento pode ser conferido pelo site www.jornalistaescritor.org. Aqui dou alguns destaques:
DIA 15 (quinta - feira)
11:30h – Começa a primeira sessão de “Entre na Roda”
Contação de histórias /Fundação Volkswagen
14:30h – Um papo legal
Juca Kfouri conversa com as crianças sobre futebol e, em seguida autografa seu livro “O passe e o gol”.
16:00h – Dilea Frate lança “Fábulas Tortas”
17:00h – Um papo legal com Márcia Camargos, várias histórias em defesa da língua portuguesa, seguido de autógrafos. –
Dia 16:
16:00h – Ruth Rocha autografa seus livros
Dia 18 (domingo)
17:00h – Valdeck de Garanhuns
Além disso, o Salão também contará com espaço, organizado pela Livraria da Vila, destinado à venda de livros e sessões de autógrafos, e um café literário, pelo qual circularão personalidades do meio.
SALÃO NACIONAL DO JORNALISTA ESCRITOR
Data: 15 a 18 de novembro de 2007
Horário: 11 às 22 horas
Local: Memorial da América Latina –
Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 544 – São Paulo, SP
Entrada franca
Home: www.jornalistaescritor.org

(Cristiane Rogerio)

ComentáriosComentários() | Link da nota
   
Sobre o Blog  
Que ler faz bem, todo o mundo sabe. Mas como é que a gente fala sobre isso com as crianças? São os pais ou a escola que têm que se preocupar com isso? Se forem os dois, como escolher um livro bom? A literatura infantil é encantadora - em vários sentidos - mas a variável quantidade de títulos disponíveis nas livrarias deixa qualquer um sem saber por onde começar. E existem tantas outras formas de iniciar as crianças na literatura. Aqui falaremos sobre tudo isso e muito mais.  
   
  Cristiane Rogerio é editora-assistente de Educação e Cultura da Crescer e adora se perder entre os livros  
 

Blog Recomenda

Blog da Aninha
Mundo Crescer
Gravidez Light
Com um bebê na mala
Não basta ser pai
Comer é um barato


Para Gostar de Ler

Livros pra uma Cuca Bacana
Dobras da Leitura
Ricardo Azevedo
Ruth Rocha
Doce de letra
Aletria
Cronopios
Roedores de Livros
Muitos desenhos
Os 30 melhores livros do ano (2006/2007)
Os 55 melhores livros infantis de todos os tempos
Diários da bicicleta
André Neves
 

 
  Arquivo
26/01/2008 - 10/02/2008
11/01/2008 - 26/01/2008
27/12/2007 - 11/01/2008
12/12/2007 - 27/12/2007
27/11/2007 - 12/12/2007
12/11/2007 - 27/11/2007
28/10/2007 - 12/11/2007
13/10/2007 - 28/10/2007
28/09/2007 - 13/10/2007
13/09/2007 - 28/09/2007
29/08/2007 - 13/09/2007
14/08/2007 - 29/08/2007
30/07/2007 - 14/08/2007
15/07/2007 - 30/07/2007
30/06/2007 - 15/07/2007
15/06/2007 - 30/06/2007
31/05/2007 - 15/06/2007
 
© 2007 - As mensagens postadas na seção reservada aos comentários são de responsabilidade única e exclusiva de seus autores.