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Escrito por Redação Crescer - 25/09/2007 |
Sobre meninas e poemas
Ziraldo nunca se cansa. Não de produzir, mas de encantar-nos à primeira leitura. Meninas das Estrelas, seu livro mais recente pela Editora Melhoramentos, é uma ode às meninas depois de tantos meninos escritos e desenhados por ele. É claro que temos a Julieta, a Carolina e as outras meninas da turma do Maluquinho. Mas dá para notar como neste livro Ziraldo dedicou-se a pensar em todas as meninas que passaram e passam por sua vida. Outro ponto bacana é que Ziraldo cita poemas e, no final, diz de quem são e solta um “tem na internet”. Ou seja, é aí que ele mostra que seus 75 anos e sua experiência dão um chute bem longe à nostalgia rançosa e, sem deixar de lado sua vivência e o menino que é e sempre foi, ele assume que crianças estão na internet e mais: é uma maravilha poder acessar os poemas que nos encantaram a qualquer hora. Temos uma entrevista muito bacana que a repórter Soraia Gama fez com ele para a nossa próxima edição, no início de outubro nas bancas. Não percam!
(Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 24/09/2007 |
O Blog da Silvana Tavano! Vocês conhecem a Crê? Ela é amiga da Zê. As duas são bruxas mas Creuza tem um a mais delicioso: está sempre em crise. Esta é uma das personagens que mais divertem Silvana Tavano, sua criadora. Ela já escreveu dois livros sobre esta adorável bruxa, um outro também muito divertido, O Mistério da Gaveta, e acaba de estrear em blog: experimentem, é uma delícia. Chama-se Diários da Bicicleta e sugere “passeios pela imaginação”. Para falar e fazer literatura. Adorei o nome. E vou contar aqui um porquê. Quando se trata do tema cultura para crianças tenho ouvido uma certa discussão difícil de explicar. Acredito ser fruto do tal furacão de idéias e valores que estamos vivendo. Nós precisamos retomar um, digamos, conceito que deixamos pra trás e que criança lida tão bem: a metáfora. Não é apenas uma “figura de linguagem”. Metáfora é o sonho, a imagem que muitas vezes precisamos para nos entender melhor. Por isso que ela está sempre presente na literatura, em que há espaços livres para imagens além da realidade. Por isso que temos aqui em Crescer uma seção chamada Quintal – cheia de idéias de brincar e curtir ficar junto – mesmo sabendo a quantidade de pessoas que mora em locais que os quintais não mais existem. Por isso que Silvana pode colocar no ar um blog com diários de bicicleta, sem precisar necessariamente estar sobre duas rodas, e sugerir passeios cheios de poesia às crianças, aos adultos, aos leitores dela ou a quem transitar por lá. A gente já entrevistou a Silvana aqui. Deleite-se!
(Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 21/09/2007 |
Palavra de Criança
Aqui, toda a sexta-feira uma resenha escolhida e escrita por criança. Íris Cruz, de 11 anos, escolheu Ponte para Terabítia (Ed. Salamandra), da norte-americana Katherine Paterson e ganhou tradução de Ana Maria Machado. Nós já falamos do livro em Crescer: ele é um dos 30 melhores lançamentos do ano.
(Cristiane Rogerio)
“Ponte para Terabítia é um livro muito legal. Conta a história de um menino chamado Jess, que é pobre e sua família é sofrida. Mas chega uma nova colega de classe, que também vira sua vizinha. Leslie era aparentemente rica. Simpática, amiga e acreditando em fantasia, ela mudou a vida de Jess, deixando-a mais animado. Os dois se divertiram num mundo mágico, onde só era preciso imaginar, para visualizar os animais e tudo de extraordinário. Enfim, é uma leitura para quem gosta de aventura. Ponte para Terabítia já é um filme, mas vale à pena ler o livro primeiro. Você irá ver a diferença!
(Íris Cruz ,11 anos)
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Escrito por Redação Crescer - 18/09/2007 |
Este livro é para que idade? Não foram poucas as vezes que me vi questionando – com alguém ou comigo mesma – a questão da indicação de idade para os livros infantis. Jornalista, como vocês sabem, adora classificações e dados. Pais querem mesmo o máximo de informação possível para tentar algum tipo de triagem diante de tantas opções de livros infantis para comprar. Há muitas editoras que colocam as indicações no livro mas, confesso, não vou muito por ali. Eu prefiro usar meu conhecimento de livro e de crianças leitoras (alfabetizadas ou não) que eu tenho algum tipo de convívio. É muita experimentação, sabe?
O crítico e escritor Edmir Perrotti uma vez me alertou para observar crianças de diferentes idades vendo um mesmo livro. Provavelmente se atentarão a coisas diferentes. Um vê aquele coelhinho escondido atrás da árvore que outra – ou nós mesmos – passa batido. O escritor Ricardo Azevedo também vive levantanto esta questão. Em seu artigo “A didatização e a precária divisão de pessoas em faixas etárias: dois fatores no processo de (não) formação de leitores”, ele afirma que se a literatura está no campo do subjetivo, não deveríamos tratar tão objetivamente. “Se a divisão de pessoas em faixas etárias – o pressuposto de que grupos de idade apresentam, em princípio, as mesmas características e seriam de alguma forma homogêneos – faz sentido quando pensamos em aulas de ginástica ou mesmo se levarmos em consideração os conteúdos das várias matérias escolares, organizados e subdivididos em graus – por exemplo da 1ª à 8ª série – quando falamos da vida mesmo e da experiência humana – ou da literatura –, a paisagem é muito outra”. Até porque isso não é algo que acontece somente com crianças: somos todos seres imprevisíveis!. “É preciso lembrar que uma está exposta a inúmeros fatores: contextos sociais e familiares, seu próprio temperamento, acasos e acidentes, sentimentos, experiências concretas de vida, traumas, concepções culturais, entre outros fatores”. Aqui em Crescer, o nosso critério, acredito, atende a todos. Nunca coloco que um livro é indicado de tanto a tantos anos. Eu sempre partimos para a quase licença poética “a partir de”. Isto porque um livro pode ir encantando uma criança e nunca acabar. Eu, por exemplo, vivo reabrindo os livros infantis do meu acervo e do acervo da revista e me surpreendo, sempre.
(Cristiane Rogerio)
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| Sobre o Blog |
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| Que ler faz bem, todo o mundo sabe. Mas como é que a gente fala sobre isso com as crianças? São os pais ou a escola que têm que se preocupar com isso? Se forem os dois, como escolher um livro bom? A literatura infantil é encantadora - em vários sentidos - mas a variável quantidade de títulos disponíveis nas livrarias deixa qualquer um sem saber por onde começar. E existem tantas outras formas de iniciar as crianças na literatura. Aqui falaremos sobre tudo isso e muito mais. |
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Cristiane Rogerio é editora-assistente de Educação e Cultura da Crescer e adora se perder entre os livros |
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