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Escrito por Redação Crescer - 13/07/2007 |
Novos perigos para Harry Pedro Veiga Salgado, 11 anos de idade, colaborador de Ler Pra Crescer que vem há semanas fazendo resenhas da série Harry Potter conta abaixo o Harry Potter e A Ordem da Fênix. E mais: ele comenta o filme, que acaba de estrear.
(Cristiane Rogerio)
 No quinto livro das aventuras de Harry Potter, o bruxo corre um perigo muito maior se comparado aos anos anteriores onde o perigo já era grande. Isso tudo por causa da volta do terrível Lord Voldemort. Como sempre Harry passa grande parte de suas férias na casa de seus tios trouxas, onde é maltratado, tem de fazer a comida, etc. Mesmo sendo muito chatos, pelo menos neste ano eles deixaram Harry sair para a rua. Em uma dessas saídas ele e seu primo, Duda, são atacados por dois dementadores, criaturas horríveis que eram os guardas da prisão de Azkaban. Mas, com o retorno de Lord Voldemort, eles o seguiram junto às trevas. Para mandar os dementadores embora, Harry usa um feitiço fora da escola - algo proibido pela comunidade de bruxos para bruxos com menos de dezessete. Por causa disso, Harry é convocado a uma audiência disciplinar. Mas seus amigos acreditam que ele não infringiu a lei, pois ele se defendeu dos dementadores. Dias depois ele é levado para a sede da Ordem da Fênix, uma sociedade secreta criada por Dumbledore para combater Voldemort. Várias pessoas conhecidas de Harry fazem ou faziam parte da ordem: seus pais, Sirius Black, seus dois últimos professores de “Defesa contra as artes das trevas”, os pais de Rony. A audiência disciplinar é muito agitada por provocações de Dumbledore ao ministro da magia que não quer admitir que Voldemort esteja de volta, mas, mesmo assim, Harry é inocentado de todas as acusações. Quando chega à escola, Harry descobre que o ministério da magia está tentando “controlar” Hogwarts pondo lá a professora Umbrigde, que começa a inventar decretos educacionais para aumentar seu poder sobre a escola, como demitir professores, punir alunos com tortura e outras coisas. Com Voldemort de volta, teoricamente os alunos teriam de treinar defesa pessoal, mas como o ministério não acredita em sua volta, eles passam a aula lendo livros teóricos. Devido a essa situação, Harry organiza a Armada de Dumbledore onde ele ensina outros alunos que não acreditam no ministério feitiços de combate. Dentre esse grupo fazem parte Cho Chang, que está de volta com um papel mais importante do que nos outros livros, e também Luna Lovegood, que se mostra meio entranha, mas de grande confiança. Novos personagens como Quim Shacklebolt e Ninfadora Tonks, que é uma metamorfomaga, uma bruxa que consegue alterar a forma do rosto, cor do cabelo e dos olhos, vão também ser muito importantes na história. Neste ano, o quadribol é como sempre muito disputado e com grandes rivalidades. Para a surpresa de todos, Rony vira o goleiro da Grifinória. Fui ver o filme na estréia, quarta-feira dia 11, e gostei bastante, mas tem outros melhores. Algumas partes faltaram ou foram mudadas como: *Os Dementadores e o feitiço do patrono mudaram muito, principalmente os dementadores. *O Quadribol nem é citado. *Cho que denuncia a AD não sua amiga Marieta. *Luna tem poucas falas. *Rony e Hermione não aparecem como monitores *No filme, Belatriz mata o ****** com um Avada Kedavra, sendo que no livro ele atravessa o véu com um feitiço estuporante. Mas também não dá pra contar 702 páginas em duas horas de filme.
Até a semana que vem!
Ps. Os ****** eu tive que pôr porque iria revelar muita coisa, e talvez essa “furada” no filme tenha importância no 7º.
(Pedro Veiga Salgado)
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Escrito por Redação Crescer - 11/07/2007 |
Arte para qualquer parte?
 O livro Lampião & Lancenlote deixa qualquer um boaquiaberto. Tão boaquiaberto que já ouvi de muitos que ele não seria voltado para criança. O formato – segundo a CosacNaify é o maior tamanho possível! – e a riqueza da poesia (também em tom de cordel) e a intensidade dos traços seriam sofisticados demais para o público infantil? Mas como é que se define uma coisa destas? Eu acompanho a produção dos últimos dois anos, tenho minha própria bagagem como leitora e ainda não consigo chegar a uma conclusão. Fiz esta pergunta ao autor, Fernando Vilela, durante um bate-papo rápido com ele na Flipinha: você faz separação de faixa etária quando escreve um livro? “Não, não penso em nada, nem faixa etária, nem para quem é diretamente. Eu tenho, claro, um cuidado para não fazer uma linguagem hermética, mas também não o meu tom de usar vocábulos muito complicados. Mas, para mim, escrever, como pintar, desenhar (venho das artes plásticas) é um exercício de liberdade. Acho que nenhum escritor pensa no público. Outro dia ouvi isso numa entrevista de um editor de uma editora espanhola chamada Media Vaca, e que publica livros bastante diferentes, ousados e que não se preocupa para quem vai o livro, e que acaba dando muito certo. Esse é justamente um nicho novo, de livros mais sofisticados, que pensa o livro como um objeto, que tem um carinho e um cuidado com a produção editorial que a criança só tem a ganhar. Eu já ouvi dizerem que 'só ilustração não é figurativa, a criança está mais acostumada com aquarela, com personagens...' e da minha experiência de mostrar livro para criança e com pessoas que trabalharam e adotaram o livro, é justamente o inverso: é um trabalho que instiga a criança a se perguntar ‘como faz’ ‘o que é isso?’. Então é uma forma legal de levar arte para a criança. E arte no Brasil é de pouco acesso às crianças, mas vem melhorando. Mesmo os livros que não escrevo, mas o que eu ilustro eu pesquiso muito antes. Quando vou ilustrar uma lenda oriental eu vou pesquisar a arte japonesa, a pintura zen do século 12 e trazer esta linguagem. Quando ilustrei um do Daniel Munduruku eu pedi para ele para me mostrar exemplos da arte dos munduruku e fiz outra pesquisas de arte indígenas. Isto é um grande entusiasmo que eu tenho, de ver a literatura e a tradição oral como uma cultura que envolve artes plásticas, música, dramaturgia. É mais uma forma de mergulhar nas culturas diversas".
 Parte dessa questão é compartilhada também pelo ilustrador e autor Roger Mello. Para ele, a ilustração é um “a mais”. “Se o texto fala de elefante, não precisa necessariamente ser cinza: pode ser um elefante sob a luz do sol. E se a criança disser: 'mas esse elefante é vermelho!”, ela está dialogando com o livro e isso é maravilhoso'. E para mim arte é um gênero misto: não faço distinção entre palavras e imagens. Será que é um problema de vista?”
(Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 09/07/2007 |
Toda criança gosta da Massarani! Tive meus momentos inesquecíveis na Flipinha, sem dúvida. Um deles foi conhecer pessoalmente a ilustradora Mariana Massarani.
 Ela participou da primeira Ciranda de Autores, com os amigos Roger Mello e Bia Hetzel. Com esta última, ela põe agora no mercado o livro Toda Criança Gosta..., que sai pela Editora Manati (e você verá mais detalhes na Crescer de agosto). Eles falaram do começo da carreira, porque desenham e escrevem. Comentei com Mariana como as criança já reconhecem, bem pequenas, o traço dela. Eu tenho um amigo, o João (e que vai fazer 5 anos na próxima semana) que basta olhar um livro desenhado por ela que já se anima todo a abri-lo. Ela até se impressionou, mas tanto Bia, como o Roger (que também tem um talento incrível em seus traços, como em João Por Um Fio e Será Mesmo que é Bicho?, para citar alguns...) logo concordaram. Aliás, estava bem engraçado ficar perto dos três: um é "fã número 1" do outro. Ô, pessoal unido!
 Mariana é divertida, mas não no sentido de "pensar coisas engraçadas" ou "para ser engraçada". Ela adora o que faz e acha demais o fato de reunir um povo para falar sobre literatura infantil.
(Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 09/07/2007 |
Inspiração nas crianças
 Bem, semana passada eu comentei aqui que lá em Parati a coisa estava tão boa que os livros estavam dando em árvores. Isso era a Flipinha, que faz parte de um projeto social educativo com escolas da região que têm, entre suas metas, aumentar o contato das crianças com os livros. E são elas que dão o tom e a cor a esta filha da renomada Festa Literária Internacional de Parati (FLIP). Por todos os dias, elas se espalhavam pelo lugar. Me lembrou aquela maravilhosa cena do filme Em Busca da Terra do Nunca, em que James Barrie (o autor de Peter Pan no filme interpretado por Jonny Depp) decide dar ingressos a crianças de Londres e espalhá-las pelo teatro. São elas que dão as risadas e fazem aquela cara de surpresa ao ver Peter e seus amigos voarem... e a partir do olhar delas é que os adultos começam a se apaixonar pela história...
Lá em Parati o clima era parecido. No meio daquele mundaréu de intelectuais e grandes escritores, havia um grito, uma risada, uma correria. Um abre e fecha de livros, todos meio desavisados, mas sabendo bem o que faziam.
 A Flipinha não é apenas uma Flip para crianças. É uma vitrine dos resultados de trabalhos feitos com as crianças durante o ano todo. É o momento em que as escolas apresentam os resultados das ações orientadas pela Associação Casa Azul, uma organização criada em 1994 para desenvolver estudos e propostas sobre o desenvolvimento sustentável em Parati. Assim, tem entre seus objetivos a preservação das tradições nas comunidades, valorizando o patrimônio histórico que a região respira, sem contar a conservação da natureza com paisagens que deixam turistas do mundo todo de queixo caído. A FLIP é parte destas ações, assim como o Programa Educativo Cirandas de Parati, que capacita professores a levar a literatura às salas de aula. “Nada funciona se não começar por eles. Eles têm agora bem claro o que é um mediador de leitura e o que é um contador de histórias e sabem como trabalhar com o objeto livro. E assim vão atuando nas escolas... Mas aí vimos outra parte: mas onde estão os livros? Assim começamos a montar nosso acervo, com uma parceria com as editoras, que é uma seleção escolhida por nós, bebendo da fonte da Fundação Nacional do Livro Infantil-Juvenil”, disse a professora Gabriela Gibrail, uma das organizadoras. São esses livros que começam sua vida ali nos “pés de livros” e nas estantes e mesas que as crianças têm acesso livre durante todo o evento.


E depois eles vão para o acervo da Casa Azul, além de pequenos acervos espalhados, como uma parceria com a Manati e a escritora Bia Hetzel chamada de Bisbilhoteca (conto mais depois) e outra com o Instituto Ecofuturo. “O livro infantil é caro e o grande número de leitores daqui é de escola pública. Temos que correr atrás”, continua Gabriela. Ao contrário da imagem que eu fiz – por puro achismo, explico logo – as Cirandas de Autores com escritores e ilustradores de livros infantis não eram discussões sobre o assunto. Eram isso, claro. Mas acabaram sendo mais: professoras levaram seus alunos não somente para correr e brincar, mas para encontrar os escritores, falar com eles, fazer perguntas, comentar as histórias. Elas sabem quem são eles.
(Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 08/07/2007 |
A Flipinha acabou lá... Mas aqui ela continua a semana toda! Tive algumas dificuldades em postar fotos de lá, mas esta semana vai ter texto mais ilustração, do jeitinho dos livros que a gente adora! Eu cheguei a São Paulo há algumas horas e tenho que adiantar que o sábado - ontem - foi um dia bem especial em Parati. Só para dar uma palhinha: teve Bartolomeu Campos de Queirós fazendo poesia inspirado em um olhar de uma criança, e Palavra Cantada fazendo um show a capela! Sim! Parati não aguentou e a energia caiu na hora em que Paulo Tatit e Sandra Peres estavam no palco. O que seria um bate-papo musical virou um show improvisado em que a platéia dividiu os aplausos. Foi muito emocionante. Bem, aguardem tudo, pois tenho bastante coisa para contar. São curiosidades, frases para gente guardar no coração, impressões de uma semana em que livro deu em árvore e que criança fez e foi poesia.
(Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 06/07/2007 |
Escritor é como avô e avó... A frase deste título foi de Luiz Antonio Aguiar. Teve tanta farra na ciranda de autores desta manhã que ele fez a comparação: "pai ensina tudo e a gente vem aqui para estragar!" A manhã foi muito divertida. Pedro Bandeira era o menino mais levado: "sejam desobedientes! Porque a obediência só traz a repetição. É a desobediência que move o mundo". Se ontem eu comentei que aqui a festa é das crianças, hoje de manhã elas foram ao delírio. Na primeira parte da manhã, a Flipinha colocou na Ciranda dos Autores Luiz Antonio Aguiar, Ignacio Loyola de Brandão, Fernando Vilela e Pedro Bandeira. Foi uma farra. Pedro abriu sua fala dizendo que ali estavam nada mais nada menos que quatro mentirosos e a conversa só andou por aí. Cada uma à sua maneira, os 4 autores foram além da sua consagração com prêmios por suas obras: eles divertiram as crianças, fizeram poesia com e para elas e, claro, se divertiram muito também. Talvez aí esteja o segredo de cada escritor: rir de si mesmo, observar a vida. O ilustrador Guazelli disse isso depois: seja um desenho, seja uma história, a inspiração é observar a vida. Mas esta foi a manhã do politicamente incorreto. Os autores disseram às crianças que mentira de imaginação não tinha problema... Contaram peripécias cabeludas da infância. Loyola revelou que aos 8 anos de idade se apaixonou pela Branca de Neve e escreveu na época uma versão nada convencional em que ele matava os 7 anões... Mas é aí que está a literatura: no inesperado!
(Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 06/07/2007 |
O Torneio Tribruxo
Pedro Veiga Salgado, 11 anos, adorou escrever a resenha do quarto livro da série. Isso porque Harry Potter e o Cálice de Fogo foi seu livro preferido... até o lançamento do sexto.
(Cristiane Rogerio)
O quarto livro mostra Harry Potter e seus amigos entrando na adolescência, se interessando por meninas, beijos ... mas eles ainda são bem garotos. Fazem brincadeiras, ficam de mal uns com os outros por besteiras e, principalmente, são corajosos e gostam de viver perigosamente.
Mais uma vez, Harry está na casa de seus tios. Até que a família de Rony, os Weasley’s, mandam uma carta avisando que iriam buscá-lo para levá-lo a Copa Mundial de Quadribol. Só que a carta da Sra.Weasley veio com uma quantidade tão grande de selos, que poderia atravessar o planeta e mais um pouco. Harry, Hermione e a Família Weasley vão assistir à final da Copa Mundial de Quadribol, Irlanda x Bulgária. E, para felicidade de todos, a Irlanda é a campeã. No tradicional jantar do primeiro dia de aula, Dumbledore, o diretor de Howgarts, anuncia que a escola irá sediar um grande evento: ”O Torneio Tribruxo”, um torneio entre três escolas bruxas de toda Europa.
Mesmo não tendo idade para participar do torneio e não tendo se inscrito, Harry misteriosamente é um dos escolhidos. Ele será um dos representantes de Hogwarts. O torneio tem três difíceis e perigosas tarefas: pegar um ovo de ouro de um dragão, resgatar uma pessoa querida no lago e atravessar um labirinto. Além de contar com a ajuda dos amigos Rony e Hermione, Sirius Black padrinho de Harry, aparece para ajudar o afilhado. As pessoas consideram Sirius um assassino, mas ele é de grande ajuda falando sobre os feitiços que lhe serão úteis durante o torneio. Sirius também conta para Harry as possíveis pessoas que o increveram-no no torneio e seus motivos.
Os participantes do torneio são: Cedrico Diggory – Hogwarts Harry Potter – Hogwarts Victor Krum – Durmstrang Fleur Delacour – Beauxbatons
É neste livro que o adolescente Harry começa gostar de uma garota: Cho Chang, uma menina oriental da casa de Corvinal. Ele vai convidá-la para o baile de abertura, mas coitadinho, ela já ia com o Cedrico, com quem ela já estava namorando. É a primeira decepção amorosa de Harry...
Outra coisa ruim que afligiu ele e seus amigos é Rita Skeeter, a jornalista do Profeta Diário, o mais famoso jornal bruxo. Ela escreve mentiras sobre a turma: diz que Harry desmaiava na aula, que Hermione era a paixão dele e de Krum, e que Hagrid dava aula muito mal. O filme é ótimo, principalmente as cenas do torneio. O jogo da final da Copa Mundial de Quadribol é muito emocionante, os dois time são fantásticos. E ver Harry dançando é engraçado. O filme é, sem dúvida, melhor que o terceiro e o primeiro. Mas o segundo filme continua sendo o melhor. Já este quarto livro era meu favorito até o lançamento do sexto, que é muito envolvente. Mas antes, na semana que vem, vou falar do quinto – fundamental para entender o sexto. Até lá, Pedro
(Pedro Veiga Salgado) |
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Escrito por Redação Crescer - 05/07/2007 |
O escritor
Uma coisa muito interessante que está acontecendo aqui em Parati, onde estou acompanhando a Flipinha (a festa da literatura infantil que acontece paralela à Flip), é que a festa é das crianças. Ontem já contei que aqui os livros estão dando em árvores. Quem assiste às mesas com os escritores é a maioria criança, de escolas da região. E são elas que fazem a maior parte das perguntas. Hoje, assisti bate-papos com Silvana Tavano (Creuza em Crise), Anna Claudia Ramos (Histórias de Boca), Léo Cunha e Ricardo Benevides (parceiros em Era uma vez um reino de mentira e Era uma vez um reino sonolento) e também a voz do povo indígena na literatura infantil, o escritor Daniel Munduruku. Tantas personalidades e histórias diferentes suscitaram perguntas parecidas, como por exemplo, por que eles se tornaram escritores. Ao contrário do que poderíamos imaginar, as crianças sonham, sim, com esta parte da história. Querem saber como ele foi parar ali, na frente delas. Se é fácil. Se é só inspiração. E, no fim, inspiração hoje, aqui, são eles: os autores. E a diversidade está muito bacana. Silvana Tavano e Lenice Gomes falaram de lendas, bruxas e sacis. Léo e Ricardo falaram de como é ser autor em parceria. E Daniel Munduruku e Fatima Miguez falaram do imaginário popular - e o da infância de cada um - na hora de escrever. É disto que está valendo esta festa.
(Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 04/07/2007 |
Primeiro dia na FLIP Criança para todo o lado. Cores, bonecos gigantes e, acreditem!, livros em árvores. Este é o cenário que vejo agora aqui em Parati, onde acontece a FLIP e a Flipinha, uma festa paralela à grande comemoração à literatura que acontece todos os anos nesta pequena cidade. O evento é paralelo, mas acontece em plena praça da Matriz. Como tudo que criança faz, ele toma conta do lugar, se precisar pedir licença. Por doações de editoras, as crianças têm acesso aos livros, se divertem e ouvem histórias. O evento é para elas. Hoje pela manhã, um bate-papo com os autores Bia Hetzel, Roger Mello e Mariana Massarani. Três feras da literatura infantil. Chamado de Ciranda dos Autores, o evento foi uma contação de histórias: de um do outro. Uma delícia. Bia contou tudo sobre o seu lado “baleias botos e golfinhos”, sua grande paixão como fotógrafa e que a levou para a literatura infantil. Falou de seu novo livro com Mariana, o Toda Criança Gosta..., da Editora Manati. Entre tantas histórias, uma bem curiosa. No maravilhoso livro Vizinho, Vizinha, uma obra de arte de Mariana Massarani e Roger Mello em que eles conseguem costurar um traço de um no do outro de uma maneira belíssima falando de vizinhos que nem se olham, eles contaram que o livro fez dois vizinhos – de verdade - não só se aproximarem. “Nós encontramos uma professora que nos disse que tinha um vizinho que nem olhava na cara dela. Mariana sugeriu que ela desse o livro a ele. Um ano depois, a professora nos reencontrou e eu perguntei: e o vizinho, vocês começaram a se falar? Sim! Ela respondeu. Estou esperando um filho dele...”, contou Roger Mello. Vou contando outras histórias....
(Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 02/07/2007 |
Indo para Paraty! Desculpe por começar o título com gerúndio, mas é isso mesmo, estou indo para lá! É que são tantos os preparativos - tanto deixar a edição de agosto que estamos fazendo encaminhada, quanto pensar na mala, livros, câmera, caneta, bloco e cuia!. Mas estou muito animada. É a primeira vez que irei ver de perto o clima da Festa Internacional Literária de Parati, a Flip. E, estou indo por um motivo muito importante: está crescendo a importância da Flipinha, a festa que acontece paralelamente, dedicada à literatura infantil. Por mais que o mercado mande e por mais que tenhamos nisso muita oferta, mas nem todos livros de qualidade, vale, sim, a vitrine. Literatura infantil é fundamental para o desenvolvimento da criança e quanto mais gritarmos isso, melhor. A feira acontece de 4 a 8 de julho e vamos colocar notícias todos os dias. Já sei que vou esbarrar por lá com feras como Ricardo Azevedo, Mariana Massarani, Bartolomeu Campos de Queirós, Fernando Vilela e tantos outros! Até lá!
(Cristiane Rogerio) |
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