Escrito por Redação Crescer - 29/06/2007
O terceiro Harry Potter
Pedro Veiga Salgado, de 11 anos, está na terceira resenha da série Harry Potter. Desta vez, claro, é sobre o livro Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Acompanhe aqui, todas as sextas, o melhor das aventuras do bruxo mais lido do mundo.

(Cristiane Rogerio)


O terceiro livro traz um novo e importante personagem: Sirius Black. A
história começa com Harry novamente na casa dos seus tios. Faltando ainda alguns dias para o fim das férias, ele recebe uma carta da escola, um formulário para que os alunos pudessem visitar um povoado próximo, desde que tenham sido autorizados pelos responsáveis. Harry sabia que teria que se comportar bem para seu tio aceitar assinar o formulário. Mas, em um momento de raiva, ele usa um feitiço para fazer sua tia inchar e se tornar um balão – cena visualmente muito divertida no filme.
Harry é obrigado a fugir de casa, no mesmo momento em que um famoso e temido prisioneiro foge da prisão dos bruxos de onde, até então, ninguém havia escapado.
Já na escola, Draco Malfoy finge ter quebrado o braço, quando foi mordido por uma criatura que Hagrid, um grande amigo de Harry, havia levado para a sua primeira aula. O animal que mordeu Malfoy foi “convidado” a ir a um julgamento, para desgosto de Harry, Rony e Hermione.
Por ordem do ministro da magia, os guardas da prisão dos bruxos, os
dementadores, estão postados em frente da escola para pegar o prisioneiro fugitivo. Eles são criaturas que tiram a felicidade de uma pessoa, como se ela nunca fosse se sentir feliz.
Durante um jogo de quadribol, os dementadores não conseguem se segurar e vão ao campo, onde acabam derrubando Harry da vassoura.
Mesmo com os temíveis dementadores, Sirius Black, o prisioneiro fugitivo, consegue de algum jeito invadir a escola, pondo medo em todos os alunos e professores.
É neste livro que Harry recebe dos irmãos de Rony um presente fantástico: um mapa que mostra passagens secretas para fora da escola e a localização de todas as pessoas que estão por lá. Com ajuda do mapa ele usa as passagens secretas e vai para o povoado de Hogsmeade que não poderia visitar por não possuir um formulário assinado.
Bicuço, o animal de Hagrid, é condenado a morte. Harry, Hermione e Rony tem que impedir esse bicho inocente de ser morto. Mesmo sabendo que Sirius Black esta atrás dele, ele se aventura pela a escola a noite quando não deveria.
Para mim esse é o pior livro da série, ele apresenta personagens importantes a história, não para este livro mais para o 5º, 6º e possivelmente o 7º, mas a história em si não é muito interessante comparado com as outras.
Até a próxima semana, Pedro.

(Pedro Veiga Salgado)
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Escrito por Redação Crescer - 25/06/2007
A palavra
Outro dia, comentando sobre os finalistas do Prêmio Jabuti, eu falei de alguns livros que me emocionavam, inclusive fazendo-me levantar da cadeira e ler em voz alta para a redação da revista.
Pois eu acho que devemos fazer isso mais vezes. Muitas vezes. No final de semana vivi duas experiências bem diferentes e riquíssimas no mesmo sentido. Uma delas foi na Casa de Livros, uma livraria cuidadosamente dedicada à literatura infantil, que promoveu uma contação e cantação (isso mesmo!) em cima de um trecho do Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa. Ao lado do pai, o compositor Jean Garfunkel, a contadora de histórias Joana Garfunkel, apresentou o espetáculo Sertão na Canção, com canções inspiradas na obra do escritor mineiro, permeadas por trechos da narração da obra. Era contação de história para adulto. Era show. Era delicadeza, poesia, beleza e literatura. E eu senti tudo, como dizia Guimarães Rosa, “almamente”.
Acho que deveríamos promover isso em vários locais. Nós mesmos. Que tal começar pela sala de casa? Reunir a família, os filhos, os amigos deles, os seus. Adultos e crianças. Trocando leituras, experenciando, construindo histórias, vivendo literatura. Vamos começar?

(Cristiane Rogerio)
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Escrito por Redação Crescer - 22/06/2007
Lesmas e carros voadores

Pedro Veiga Salgado, de 11 anos, é um colega de Ler Pra Crescer que é muito fã da série Harry Potter. Desde a semana passada, ele escreve para a gente resenhas de cada livro. Nós estamos adorando a parceria! Leia a seguir e comente você também!

(Cristiane Rogerio)

Harry Potter e a Câmara Secreta é o segundo título da série e mostra um Harry bem mais maduro. No começo, ele estava passando dificuldades na casa de seus irritantes tios, que o aprisionaram em seu quarto, deixando sua pobre coruja Edwiges trancada em uma gaiola durante todas as férias. Durante uma noite, uma surpresa: Rony e seus irmãos viajaram em um carro enfeitiçado até a casa de Harry para resgatá-lo. Lá, o libertaram e o levaram para suas casas. É uma cena muito legal: todos viajando em um carro voador!
Já no final das férias, quando estavam na estação de trem indo para a
escola, Harry e Rony não conseguem passar pela parede que era a passagem “mágica” dos bruxos. Desesperados, eles pegam o mesmo carro voador que já haviam utilizado antes e vão para a escola.
Há também outra parte importante que é quando Harry e seus amigos se vêm irritados quando o menino que mais odeiam, Draco Malfoy, vira um jogador do time do esporte que mais gostam, o Quadribol.
Por causa deste mesmo fato, ocorre uma das cenas mais engraçadas de toda a série: Rony tenta enfeitiçar Malfoy porque ele havia xingado Hermione, mas a sua varinha tinha sido danificada na chegada à escola, e o feitiço vira contra o feiticeiro. Resultado: Rony começa a vomitar lesmas sem parar.
Neste segundo ano na escola, Harry enfrenta dificuldades quando pessoas começam a ser atacadas e petrificadas e todas as evidências apontam para ele. Os outros alunos passam a ignorá-lo e falar mal dele pelas costas. A grande aventura deste ano não é ir atrás de uma pedra como no primeiro, e sim seguir um misterioso e poderoso monstro que já matou uma pessoa anos atrás e havia petrificado outras.
O filme inspirado no segundo livro é muito bom, um dos melhores,
principalmente pelas cenas da lesma e do carro voador que já mencionei. Essas cenas são melhores de se ver do que se ler.
Se comparado com o primeiro livro e filme, o segundo ganha fácil. A história é melhor contada, mais engraçada e com um enredo mais legal.
É isso aí. Até a próxima semana, Pedro.

(Pedro Veiga Salgado)
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Escrito por Redação Crescer - 21/06/2007
O Dia C

Você já ouviu falar no Capitão Cueca, né? O quê? Ah, seu filho ama? O quê? Ah, você conhece um outro garoto fanático? Sim, Capitão Cueca deixa os meninos doidos e, claro, pode ser uma excelente entrada ao mundo dos livros. As histórias nascidas na cabeça de Dav Pilkey – que, quando garoto ouviu de um professor que era melhor ele tomar jeito, porque ele “não ia passar a vida inteira fazendo livros idiotas” – com as aventuras de Jorge e Haroldo, dois colegas de escola que vivem se metendo em encrencas são puro nonsense e têm um humor inteligente: são muito divertidos mesmo. É de "poderes cuequentos” para cima! Parece escrito pelas próprias crianças.
Pois domingo, dia 24, a editora CosacNaify – que lança os livros no Brasil – vai promover, a partir das 14h, na Livraria Saraiva do Morumbi Shopping, em São Paulo, para uma tarde de atividades totalmente dedicada aos fãs. Estão programados teatro, oficinas de quadrinhos, com Liana Yuri, em que crianças e jovens poderão fazer os seus próprios vire-o-game, uma das manias do livro. Boa diversão!

(Cristiane Rogerio)
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Escrito por Redação Crescer - 19/06/2007
Sobre prêmios e sensações
Sabe aquela dica “livro bom para criança é livro que você também vai adorar”? Uso muito disso como critério pessoal e profissional também. E tanto observando as crianças quanto os críticos, esta dica começa a fazer cada vez mais sentido. Premiações também reforçam a minha decisão. Acabo de ver a lista do Prêmio Jabuti 2007 e nela contém livros que me fizeram suspirar, rir, levantar da cadeira e ler em voz alta para os meus outros colegas, ou dar de presente a crianças.
Em comum com a nossa lista dos 30 melhores lançamentos do ano – que você vê na edição de junho das bancas – temos o surpreendente Lampião & Lancelote, de Fernando Vilela; o bem sacado Livro dos Pontos de Vista, de Ricardo Azevedo; e o hilário Felpo Filva, de Eva Furnari.


Mas Tot, de Marcelo Xavier, A Menina do Fio, de Stela Barbieri, e Todas as Coisas Querem Ser Outras Coisas, de Leticia Wierczchowski, também foram publicações que me deixaram boaquiabertas, tamanha sensibilidade e poesia tanto na ilustração quanto nas palavras. Além de O Menino da Lua, em que Ziraldo mostra que de molecagem ele entende até “na lua” mesmo. Está aí mais uma maneira de ver como temos o que valorizar na área da literatura para crianças. E como vale comprar – ou amar – um livro infantil não só por uma premiação, mas porque ele tocou você.

(Cristiane Rogerio)
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Escrito por Redação Crescer - 18/06/2007
Ziraldo e suas turmas

Se tem uma coisa que é boa de lembrar quando a gente pensa na infância são as turmas. Ziraldo assume isso como ninguém. A Turma do Pererê, que ele criou nos anos 60, e saiu pela primeira vez na revista O Cruzeiro, é uma homenagem clara à memória: os personagens são uma homenagem aos seus amigos de Caratinga, cidade mineira onde ele nasceu. E após o Menino Maluquinho ter nascido no coração do cartunista, ele pôs nos livros outra ode às turmas, com uma infinidade de aventuras que a gente não pára de ler e se identificar.
E como memória é um ótimo propulsor da criatividade, cada personagem rende tantas histórias que a Editora Globo lança agora títulos com mais gente desta turma toda. É o caso de Grande Junim, Carolina e A Turma do Pererê – As Manias do Tininim. Está tudo ali: complexos como ser baixinho demais ou usar óculos, as fofocas, medo de barata e as manias que cada um tem. A gente se vê nos personagens dele e basta ser criança para cair no encanto, não importa a geração. Faz todo o sentido com algo que ele mesmo gosta de dizer: “Do início ao cabo, o que vale na vida são as relações de afeto”. Obrigada por nos lembrar disso, Ziraldo!



(Cristiane Rogerio)
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Sobre o Blog  
Que ler faz bem, todo o mundo sabe. Mas como é que a gente fala sobre isso com as crianças? São os pais ou a escola que têm que se preocupar com isso? Se forem os dois, como escolher um livro bom? A literatura infantil é encantadora - em vários sentidos - mas a variável quantidade de títulos disponíveis nas livrarias deixa qualquer um sem saber por onde começar. E existem tantas outras formas de iniciar as crianças na literatura. Aqui falaremos sobre tudo isso e muito mais.  
   
  Cristiane Rogerio é editora-assistente de Educação e Cultura da Crescer e adora se perder entre os livros  
 

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