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Escrito por Redação Crescer - 15/06/2007 |
O bruxo mais lido do mundo “Adoro Harry Potter. A autora trabalha com todos os arquétipos da condição humana (paixões, ciúmes, ódios) e é muito benéfico para a formação de uma consciência do mundo”. A frase é de uma entrevista que a crítica e pesquisadora Nelly Novaes Coelho deu ao jornal O Estado de S.Paulo, por causa do lançamento de uma nova edição do Dicionário Crítico da Literatura Infantil e Juvenil Brasileira. E é ótimo ouvir isso dela, uma especialista no assunto, porque a febre provocada pela escritora inglesa J. K. Rowling pode mesmo ficar livre de qualquer tipo de ranço: é atual, é febre e é bom. E o mais importante: levou muitas crianças nascidas em tempos de outras mídias a se interessar também pelos livros. Foi assim com Pedro Veiga Salgado, 11 anos, um amigo do Ler Pra Crescer e que a partir de hoje, toda a sexta-feira até o dia 21 de julho – dia do lançamento do tão esperado sétimo livro da série – vai publicar aqui resenhas de todos os volumes já lançados. Não perca!
(Cristiane Rogerio)
 Quando fui convidado para escrever uma crítica sobre os livros do Harry Potter fiquei muito emocionado. Foram estes mesmos livros que fizeram eu me interessar pela literatura. Na época de lançamento do sexto livro, eu estava tão viciado em Harry Potter, que peguei o sexto livro em inglês e tentei lê-lo sem entender muito bem a língua em que ele estava escrito. Depois de muito tempo passando noites e mais noites sem dormir tentando ler o livro, convenci minha mãe a lê-lo para mim. Ela passava meia hora lendo em voz alta as páginas do livro. Depois de alguns meses a Editora Rocco lançou a versão traduzida para português. Aí eu pude saciar minha ansiedade e acabar o livro. O primeiro livro da série Harry Potter (Harry Potter e A Pedra Filosofal) é muito bom por vários motivos. Ele conta fatos interessantes sobre como o jovem Harry supera a morte dos pais, a dura e horrível vida na casa dos tios, a sua introdução ao mundo da magia, seus novos amigos e inimigos. Dentre as grandes surpresas que ele descobre, uma das maiores é que paralelamente com o mundo dos não-bruxos há um mundo de bruxos. Harry não sabia que aqueles poderes que ele tinha eram poderes de um bruxo. E também não imaginava que existiam tantos bruxos no mundo. O livro mostra em detalhes um Harry surpreendido com este mundo novo, onde eles se escondem das pessoas normais entrando em portas secretas, cidades secretas, etc. Em sua nova “casa”, onde passa grande parte do ano, a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, o jovem bruxo faz dois grandes amigos que o acompanharão em suas aventuras. Rony vem de uma família de bruxos muito grande, em que ele é apenas o sexto de sete filhos. Só em Hogwarts há mais três de seus irmãos. Rony conheceu Harry no trem que os levou a escola, onde se sentaram na mesma cabine. Já Hermione não tem irmãos e irmãs. Apesar de ser bruxa, ela veio de uma família de pessoas normais sendo chamada para a escola por ser muito esperta e inteligente. Mas o grande mistério do livro fica para o final onde Harry, Rony e Hermione arriscam suas vidas para tentar destruir uma pedra que daria o elixir da vida para todos que a possuíssem. Entre o livro e o filme eu prefiro o livro, porque há muitas partes importantes e divertidas que não aparecem no filme, como algumas partidas de quadribol, brigas dentro da escola, e até mais cenas com o dragão Norberto. Até o próximo!
(Pedro Veiga Salgado) |
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Escrito por Redação Crescer - 13/06/2007 |
Essa Eva Furnari... Como escolher um livro para uma criança? Veja se ele te toca também. Pode encher os seus olhos de água. Pode fazer você suspirar. E pode também fazer você rir. Os de Eva Furnari são assim, eu já disse aqui. E, quando a gente lê um livro de uma artista como Eva, que tem tanto nonsense e humor em suas páginas, você de cara imagina: “como será que ela é? Será que ela é engraçada? Meio doida? Como ela trabalha?”. Por isso que, para leitores mirins ou para os pais, ler entrevistas sobre o autor são uma delícia também. Foi o que aconteceu quando a conheci: ela foi tão divertida na entrevista quanto é em seus livros. E com conteúdo. O jeito de contar as histórias e as próprias histórias são cheias de graça. O mesmo aconteceu segunda-feira passada, durante a participação dela no chat da Crescer, quando ela contou de que jeito surgiu um dos livros preferidos dela – e meus! – chamado Os Problemas da Família Gorgonzola. O livro é uma deliciosa viagem pelo mundo das contas com personagens bem estranhos. Como em uma conversa normal, ela começou a contar que o livro surgiu do gosto dela por matemática e as lembranças dos probleminhas que tinha de resolver na infância. Mas aí ela solta essa: “O outro motivo é que há muitos anos, eu estava em um congresso e me convidaram para uma fala, era uma mesa redonda, e aí eu descobri que estava no lugar errado e as pessoas discutiam outras coisas! Mas eu fiz minha parte, peguei os papéis e fiquei desenhando e saíram uns personagens muito esquisitos, não sei se inspirados lá (risos), mas foi a semente...” Pode?
(Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 11/06/2007 |
Um incentivo a mais Não sei se é por estar vivendo um grande momento com o tema, mas parece que atividades pelo incentivo à leitura estão contaminando todos os lados. Além de experiências pessoais – como minhas sobrinhas, Marina, de 24 anos, e Mayara, de 17 anos, tendo conversas comigo sobre nada mais, nada menos que Clarice Lispector! – há um instituto sendo criado sobre o tema (darei mais detalhes sobre isso mais pra frente) e foi lançado semana passada um apoio interessante para a literatura brasileira: o site do Itaú Cultural colocou à disposição no site uma enciclopédia com uma lista poderosa de escritores brasileiros. Confesso que sou doida por verbetes e amo cronologias (tenho uma atração especial por datas). Mas este site tem aquelas informações que a gente precisa quando lê alguém e esse alguém cita outro e sobre esse outro você quer saber mais que te encaminha a outro... Enfim, um espaço para sabermos os nomes dos autores e de suas obras, entender suas histórias, mergulhar em curtas – mas úteis – biografia, tudo pela informação e com o melhor dos resultados: dá mais vontade ainda de esse povo todo. É isso que a Internet pode fazer pela gente.
(Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 10/06/2007 |
O nonsense que faz sentido Convido a todos a um passeio. Ele pode até começar pelo fim, onde tem um coelho neurótico traumatizado por ter uma orelha maior do que a outra. Podemos dar uma paradinha não muito longe, em que substantivos e adjetivos se unem de um jeito bem diferente e formam dragões loiros e pensamentos acebolados. E podemos ir até uma Bruxinha, muito da atrapalhada que transforma passarinho em chapéu e, adivinhem, o chapéu começa a voar! Este é o mundo de Eva Furnari, autora de Felpo Filva, Zig-Zag e A Bruxinha Atrapalhada (citados acima respectivamente). É uma mestre do nonsense que faz todo o sentido. Todas as suas histórias que nascem de incríveis ilustrações são fruto de muita pesquisa e o resultado é muito mais do que loucura lugar-comum: é a chave para aquelas portas que a gente - quando vira adulto - resiste em abrir e que as crianças vivem fazendo tão bem. Para falar destas e de outras, Eva Furnari estará num Chat amanhã, dia 11, a partir das 15h, aqui no site da Crescer. Viaje com ela!
(Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 05/06/2007 |
Inspiração Quando eu era adolescente, eu era daquelas que fazia diários. A gente chamava apenas de "agenda". E escrevíamos tudo de importante que acontecia no dia. Eu adorava enfeitar tudo com dizeres, trechos de livro e letras de música. O Instituto Ecofuturo, uma entidade sem fins lucrativos, lançou um livro, A Vida Que a Gente Quer Depende do Que a Gente Faz com propostas para estimular a comunidade em torno da escola de todo o país a pensar, refletir e pensar sobre o mundo. No livro há dados estatísticos sobre educação, há desenhos feito por crianças e artigos e trechos de livros de grandes autores. Vai desde Manoel de Barros a Lygia Bojunga, passa por Lya Luft, atravessa Bartolomeu Campos de Queirós e começa com Ana Maria Machado. E, junto, eles fizeram o que eu faria se tivesse um diário-agenda hoje: colocaram trechos de letras de música com referências aos temas. É uma inspiração. Foram distribuídos livros para 15 mil escolas e está disponível para dowload. (Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 05/06/2007 |
Roendo livros Ontem, uma amiga minha, a jornalista Ana Carolina Cordovano, estava comentando o quanto ela fica feliz em saber que o livro infantil dela do coração – Marcelo, Marmelo, Martelo, da Ruth Rocha – encanta o sobrinho dela de 10 anos. “E o livro está todo capenga, de tanto que eu li, mas ele adora. Estou pensando em comprar um novo e guardar o meu...”. Por causa dessa história, lembrei de uma entrevista da Tatiana Belinky em que ela comenta se tem algo mais lindo de se ver do que um livro “capenga” de tanto ser lido! Pois eu tenho um ciúme danado dos meus livros e me policio justamente por isso: de que adianta ele lindo na estante se não for lido nunca? Pois hoje abri os comentários do blog e vi o de Ana Paula Bernardes que tem um blog também sobre livros infantis com um nome maravilhoso: Roedores de Livros! Eu já tinha visto uma vez, mas reli agora e deixo a dica para todos. Além de resenhas e dicas, eles também desenvolvem trabalhos sociais porque o objetivo é um só: estimular o prazer de ler. E adorei porque, de cara, já vi que eu e ela temos em comum a admiração por um ilustrador da, digamos, nova geração: o André Neves. Sua arte é inconfundível e surpreende sempre. Ele é autor de A Caligrafia de Dona Sofia, um dos meus preferidos e que foi relançado no ano passado. Neste livro, mora uma velhinha que é louca por poesias. Tão louca que resolve escrever poesias pelas paredes da casa e, quando não tem mais espaço, resolve presentear os vizinhos cartões-poesias. Aposto que esta velhinha também adora roer livros. E achou uma medida entre conservar as publicações para que elas não se desmanchem em páginas e fazer com que elas sejam lidas muitas e muitas vezes. (Cristiane Rogerio)
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Escrito por Redação Crescer - 04/06/2007 |
Livro é relação
O livro que eu mais lembro da minha infância é Raul da Ferrugem Azul, da Ana Maria Machado (esta capa aí é a da primeira versão, a que eu li. Em 2002, a Salamandra relançou com outra ilustração...). Se eu tentar achar uma razão eu não sei qual é. Mas, com certeza é afetiva. Posso arriscar: foi a minha irmã que deu. Mais uma tentativa: ele fala de um menino que vê manchas azuis aparecerem no corpo toda a vez que ele, digamos, “engole um sapo”. Simples assim. Ele deveria dizer e não diz, pronto, aparece a mancha. Injustiças é o que ele mais engole. Até ver quanto vale uma discussão. É bem parecido com uma dorzinha que tenho nas costas vez ou outra... No fim de semana passado, achei na casa da minha irmã outro livro marcante: Larissa, de Ganymedes José. Da mesma forma não interessa muito o porquê de ter me marcado. O que interessa é a viagem no tempo que ele provocou apenas em olhá-lo, folheá-lo. Folheei como se possível fosse folhear uma lembrança. Aquelas coisas que não nos damos mais permissão a fazer: ficar parado e folhear lembranças. Eu viajei até outros pensamentos, alguns que a gente deixa esquecido no tempo e que é tão gostoso ver que eles ainda existem. E já pensou que delícia acontecer isso com o seu filho? Pois livro pode ter esta inutilidade maravilhosa: apenas para no futuro virar uma lembrança, um pensamento. (Cristiane Rogerio) |
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Escrito por Redação Crescer - 31/05/2007 |
E no mundo da leitura...
 O coelho Felpo tem trauma de infância por ter uma orelha mais comprida do que a outra. Ele é muito amigo de Raquel, uma menina que carrega suas vontades em uma bolsa amarela. Ela apresentou Felpo a Peter, um garoto que não queria crescer mas adorava histórias. Juntos, eles foram até a casa de Dona Sofia, uma velhinha que gostava tanto de poesia que as escrevia pelas paredes da casa. Depois de jogar conversa fora na casa da simpática senhora, foram para a rua brincar com um menino que carregava uma panela na cabeça e era conhecido apenas como "Maluquinho". Eles conversavam sobre reis e princesas quando Marcelo chegou querendo entender porque as coisas tinham esse nome e não outro. Ele havia aprendido a questionar o mundo com uma outra menina, chamada Narizinho, que tinha uma boneca de pano espevitada que não parava de falar. Que história é esta? Ela pode estar na minha cabeça, na sua ou, se tudo der certo, na do seu filho. Todos estes personagens são do mundo da literatura, aquele lugar que nos dá abrigo, refúgio, medo, conforto, entendimentos, mais dúvidas, cheiros, novidades, frio na barriga... É lá que descobrimos que não somos máquinas: temos sentimentos - bons e ruins. Não foi à toa o desejo de Monteiro Lobato: "um dia acabo criando livros em que as crianças possam morar". Pela literatura infantil podemos abordar com as crianças os temas que não podem ser ensinados, sem o peso de "ter de aprender algo". Literatura é para viajar, imaginar, sonhar... Por isso, nós aumentamos ainda o espaço dela na Crescer. Aqui sempre um papo sobre literatura infantil, com dicas, entrevistas, novidades. Ah, claro: vamos também viajar, imaginar, sonhar... (Cristiane Rogerio) |
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